5 dicas para equilibrar a vida financeira - Integral Woman

5 dicas para equilibrar a vida financeira

Shírley Freitas, educadora financeira.

Você sonha em ter uma vida financeira equilibrada?

Essa tarefa pode soar impossível para alguns, porém com disciplina e organização é possível começar a passar mais tranquilamente por cada mês sem precisar se desesperar.

Ter problemas nesse âmbito da vida pode refletir muito no bem-estar, saúde e relações pessoais.  Por isso, conversamos com a educadora financeira Shírley Freitas, da Consultoria Ponto C e Embaixadora Social da Integral Woman, que deu algumas dicas de como começar esse processo.

Ela também é autora do e-book “Comandando Emoções”, disponível de forma gratuita no link www.integralwoman.com.br/e-book-comandando-emocoes/

Confira:

1 – Faça um Raio-x da vida financeira

O primeiro passo é fazer um diagnóstico financeiro. Analise todos seus gastos e dívidas, anote tudo, seja do cartão de crédito, cheque especial ou até um empréstimo feito de algum familiar ou amigo.

Então comece a fazer o apontamento de despesas, que é levantar e anotar todos os seus gastos.  Todos mesmo. Se tiver uma renda fixa, a especialista sugere fazer isso durante 30 dias, se a renda for variável, 90 dias.

“Algumas pessoas têm o hábito de anotar tudo, mas se você não tem, esse exercício é necessário ser feito pelo menos uma vez por ano. Não precisa ficar escrava disso mas, quando fizer, anote cada centavo gasto naquele mês”, explica a educadora.

A dica é abrir uma planilha com o máximo de despesas, por exemplo, internet, telefone, luz, cartão, TV, restaurante, gasolina, etc. Segundo Shírley, depois desse período de controle você estará mais preparado para começar a ter uma ação, como reduzir os custos.

2 – Defina três sonhos

De acordo com Shírley Freitas, depois que feito o diagnóstico muitas pessoas acabam desistindo de colocar novas metas para o futuro por se sentirem frustradas achando que só pagarão dívidas. “O pensamento é: se eu tenho divida, como vou realizar um sonho?”.

Porém, a dica da educadora é já no período de diagnóstico identificar três sonhos que deseja muito realizar, seja comprar alguma coisa ou viajar, por exemplo. O primeiro seria a curto prazo (até um ano para realizar), outro a médio prazo (de um a cinco anos) e o terceiro a longo prazo (acima de cinco anos).

“É preciso saber quanto esse sonho custa, quando quer realizar e o quanto você vai guardar para realizar no tempo que deseja”, complementa.

O importante nesse caso não seria guardar dinheiro em grande quantidade, mas sim ter disciplina e uma mudança de comportamento. “Se você tem 300 reais para guardar, deixe 200 para o sonho imediato e 50 para cada um dos outros sonhos. Depois de realizar o sonho de curto prazo, coloque outro no lugar. O importante é sempre trabalhar com três”.

Shírley recomenda que ao receber o salário você tire primeiro o valor destinado aos sonhos, pra depois pagar todas as outras dívidas.

3 – Hora de reduzir as despesas

Mas, se eu tenho muitas dívidas, de onde vou tirar o dinheiro para realizar os sonhos?

De acordo com Shírley, esse é o próximo passo na busca no equilíbrio – analisar os gastos e então ajustar a rotina para economizar. Por exemplo, mudar o plano de celular, usar mais o transporte público, comer menos fora de casa ou deixar a TV a cabo de lado se você só assiste canal aberto.

Um exemplo contado pela educadora é de um de seus clientes que ao fazer o diagnóstico descobriu que gastava quase R$ 500,00 de café da manhã por mês na padaria próxima de casa. E então ele reduziu o preço do café a R$ 100 quando começou a comprar no mercado, acordar mais cedo e preparar em casa.

Outra atitude importante é começar a pensar duas vezes antes de fazer uma compra, questionando a si mesmo: será que realmente preciso disso?

Um alerta da especialista é para o famoso “Eu mereço ter isso, mereço ter aquilo” porque está num dia ruim. “Nesse estado de espirito você não escolhe muito, só vai lá e compra. Quando chega em casa percebe que comprou alguma coisa que não precisava. Ai vem o arrependimento”. Mas aí o dinheiro já foi.

4 – Lembre-se sempre: cuidado com créditos e cheque especial

Apesar de muito falado, ainda há muita gente que se enrola financeiramente por causa do cartão de crédito e cheque especial, que possuem juros altos e podem prejudicar suas finanças se não conseguir pagar em dia.

Segundo Shírley isso acontece porque existe a ilusão de que você tem muito pra gastar. “Muita gente acaba incorporando o limite de cheque especial no salário, com o discurso de que no final do mês irá pagar, mas até então outras dívidas já foram adquiridas”.

Caso já esteja com problemas parecidos, Shírley sugere uma alternativa com juros menores, como um empréstimo consignado com o banco com parcelas fixas para pagar a dívida. “Mas isso tem que ser feito com muita precisão, cautela e disciplina. Não adianta fazer uma renegociação e não cumprir”.

5 – Separe a conta da empresa da conta de casa

Se você tem uma empresa, Shírley diz que é muito importante que não tenha a conta jurídica e física juntas. “A maioria das empresas que fazem isso não conseguem ter a disciplina de separar os gastos. A empresa tem um faturamento X, mas aí o dinheiro acaba sendo usado no supermercado, por exemplo. Começar a misturar as despesas pode faltar para a empresa depois”.

Como uma solução a educadora sugere que o proprietário também tenha um salário que irá para a conta pessoal, para não ficar fazendo pequenas retiradas durante o mês da conta da empresa.

Quer conversar a especialista?

Shírley Freitas
Telefone: (11) 96137-2307 ou (11) 3666-2486
E-mail: shirleyfariafreitas@hotmail.com.br
www.consultoriapontoc.com.br

 

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